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O cinema da Baixada Fluminense e sua potência invisível: estética, território e insurgência narrativa.
Falar sobre o cinema feito na Baixada Fluminense é, antes de tudo, falar sobre disputa de imaginários. Durante décadas, a região foi retratada majoritariamente a partir de uma ótica externa: território da violência, da carência, da ausência. No noticiário televisivo, a Baixada aparece como estatística; no discurso oficial, como problema; no cinema hegemônico, muitas vezes, como cenário exótico ou espaço de brutalidade. Mas o cinema realizado por cineastas da própria região de
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