O poder que não se alterna: como famílias controlam a política na Baixada Fluminense
Texto por: Fijó.
Revisão: Josué Matheus.
A Baixada Fluminense é uma das regiões de maior peso eleitoral do estado do Rio de Janeiro, com cerca de 3,8 milhões de eleitores. Mas o voto, na prática, tem se traduzido na perpetuação de um mesmo padrão: famílias que controlam prefeituras, assembleias e influenciam o Congresso Nacional de forma simultânea, utilizando o aparato público para garantir a continuidade de seus clãs.
Esse fenômeno não é novo, e uma breve análise pode levar a concluir que a concentração de poder político em grupos familiares na Baixada está associada a processos históricos mais amplos: a formação tardia da periferia metropolitana, as emancipações municipais dos anos 1990 e a presença de estruturas paralelas de poder e, em alguns casos, a atuação até mesmo de poderes paramilitares. Em dados concretos, às vésperas das Eleições de 2026, a situação se apresenta da seguinte forma:
Duque de Caxias - Família Reis
O prefeito Netinho Reis (MDB) comanda o executivo municipal com 84% de aprovação da população[1], e a família Reis mantém sua hegemonia consolidada há vários mandatos. Em agosto de 2026, a família lançou oficialmente a campanha dos irmãos Rosenverg Reis (candidato a deputado estadual) e Gutemberg Reis (candidato a deputado federal), ambos pelo MDB, em evento que reuniu mais de 30 mil pessoas e contou com a presença do candidato a governador Eduardo Paes[2].
A família opera como uma rede coordenada: Washington Reis (ex-prefeito por três mandatos) é o principal nome da família; Jane Reis (irmã de Washington) foi indicada como candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes; Netinho Reis (sobrinho de Washington) é o atual prefeito; Rosenverg e Gutemberg (irmãos de Washington) disputam o legislativo.
A aliança política da família, no entanto, apresenta uma peculiaridade: apesar de apoiar Eduardo Paes para o governo estadual, a família Reis tem pedido votos para o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro[3], numa estratégia batizada pela imprensa de "BolsoPaes". O grupo voltou ao centro das articulações estaduais após essa aliança controversa.

Magé - Família Cozzolino
A dinastia Cozzolino controla a política de Magé há mais de quatro décadas. Renato Cozzolino foi reeleito prefeito em 2024 com quase 90% dos votos, a maior votação da história do município[4]. Em abril de 2026, renunciou ao cargo para disputar uma vaga de deputado federal, passando o comando para sua irmã e vice-prefeita, Jamille Cozzolino (MDB)[5].
A nomeação de parentes para cargos comissionados é uma marca registrada. Jamille, antes de assumir a prefeitura, já era secretária de Educação e Cultura. O primo do prefeito, Fernando José Assunção Cozzolino, ocupa a Secretaria de Trabalho e Renda. Outro primo, Vinícius Cozzolino Abrahão, é secretário de Governo. Mauro Raphael Cozzolino Nascimento também integra a estrutura administrativa[6].
Em maio de 2026, o deputado estadual Vinicius Cozzolino se filiou ao PSD e passou a articular com Eduardo Paes, que esteve em Magé. Renato Cozzolino, por sua vez, filiou-se ao DC para disputar a Câmara Federal[5].

Nilópolis - Família Abraão David
Nilópolis é o exemplo mais emblemático da simbiose entre contravenção, escola de samba e poder político. O clã Abraão David governa o município há quase 30 anos com duas interrupções[7]. Abraãozinho (PL), filho do ex-prefeito Miguel Abraão, foi reeleito em 2024[8].
O patriarca Aniz Abraão David (Anísio), contraventor e presidente de honra da Beija-Flor, exibe publicamente seus candidatos em faixas na Avenida Mirandela[9]. O deputado federal Ricardo Abrão, sobrinho de Anísio e filho do ex-prefeito Farid Abrão David (que presidiu a Beija-Flor por 18 anos), também integra as movimentações políticas da família[10].
Em setembro de 2026, a Polícia Federal realizou uma operação contra compra de votos que teve Ricardo Abrão como alvo. A ação é desdobramento de apuração que levou à prisão de 24 pessoas em 2024, com buscas na casa do prefeito Abraãozinho[11].
A relação entre Abraãozinho e Ricardo Abrão, no entanto, está desgastada desde a eleição municipal de 2024. Anísio, insatisfeito com a gestão dos sobrinhos, tem demonstrado publicamente seu descontentamento[12].

Mesquita - Família Miranda
A família Miranda construiu uma hegemonia eleitoral recente em Mesquita. Jorge Miranda (PL), ex-prefeito com a maior aprovação entre os 13 municípios da Baixada, segue ativo no cenário político como Secretário de Relações Institucionais. Seu irmão, Renato Miranda (PL), é deputado estadual[13].
O atual prefeito, Alex Maroto de Oliveira (conhecido como Marotto), foi escolhido como sucessor por Jorge Miranda. Marotto, que era subsecretário executivo de gabinete e considerado braço-direito do antecessor, adotou o sobrenome Miranda. Aos 27 anos, tornou-se o candidato do governo e venceu as eleições. Críticos apontam Marotto como herdeiro político de Jorge, que mantém forte influência sobre a gestão[14].

Belford Roxo - Waguinho/Daniela, Canella e a Crise de Sucessão
Belford Roxo viveu uma transição conturbada em 2026. Márcio Canella (União Brasil) foi eleito prefeito em 2024, mas renunciou em janeiro de 2026 para disputar uma vaga no Senado. Sua vice, Mariana Malta, assumiu em 3 de abril de 2026[15].
A intenção era que Waguinho Carneiro (Republicanos), ex-prefeito e marido da deputada federal Daniela Carneiro, pudesse disputar o Senado. No entanto, o Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento da candidatura de Waguinho, que está inelegível após ter suas contas de gestão rejeitadas[16]. Em maio de 2026, a prefeita Mariana Malta classificou como "picuinha política" a falta de indicação de emendas à cidade por Daniela do Waguinho[17].

São João de Meriti - Família Vieira
A família Vieira ocupa os três níveis de poder: executivo municipal, legislativo federal e estadual. Léo Vieira (Republicanos) é prefeito com 80% de aprovação[18] e seu irmão, Luciano Vieira, é deputado federal e preside o PSDB no estado.
Leonardo Braga Vieira Mendes (Leozinho), filho do prefeito, é o mais novo integrante da família a ingressar na política. Foi secretário de Habitação, Urbanismo e Iluminação Pública e filiou-se ao PSDB para disputar uma vaga de deputado estadual. Em maio de 2026, o presidente da Câmara de Vereadores, Doca Brazão, declarou apoio a Leozinho Vieira para deputado estadual e a Luciano Vieira para deputado federal[18]. A família Vieira tem forte articulação nos bastidores da política fluminense.

Japeri - Família Ontiveros
Fernanda Ontiveros (PT), filha do saudoso Dr. Carlos Ontiveros (primeiro obstetra da cidade e figura política respeitada), foi reeleita prefeita de Japeri. O município, no entanto, vive uma crise política institucional. Em julho de 2026, a Câmara Municipal autorizou a abertura de processo de impeachment contra Fernanda Ontiveros e o vice-prefeito Carlos Januário[19].
Em agosto de 2026, a Polícia Civil passou a investigar um esquema de corrupção na Câmara de Vereadores que teria como objetivo compor maioria parlamentar para afastar a prefeita. A prefeita afirmou ter denunciado tentativa de extorsão[20].
A irmã da prefeita, Caroline Ontiveros, foi secretária de Educação e alvo de CPI. O processo de impeachment avançou em setembro de 2026, com a intimação da prefeita e do vice para apresentar defesa[21].

Paracambi - Família Ceciliano
Andrezinho Ceciliano (PT), filho do ex-prefeito e ex-presidente da ALERJ André Ceciliano, foi eleito prefeito de Paracambi em 2024 com 64,11% dos votos. A eleição "reafirmou o forte vínculo da família Ceciliano com a política de Paracambi"[22].
André Ceciliano, que foi prefeito de Paracambi por dois mandatos (2001-2008), é candidato a deputado estadual em 2026. O patriarca aproximou a família do presidente Lula, que chegou a passar um fim de semana no sítio da família[23].

Queimados - Kaizer/Picciani
Glauco Kaizer (União Brasil) foi reeleito prefeito de Queimados em 2024 com 49,11% dos votos. Glauco tenta a expansão ao articular a candidatura de sua esposa, Cris Kaizer, a deputada estadual[24]. Queimados também já foi vista como “curral eleitoral” da família Picciani[25].
No começo do século, Jorge Picciani foi o principal padrinho político de Max Lemos (PDT), que se elegeu prefeito de Queimados em 2008 com o apoio do então governador Sérgio Cabral e do próprio Picciani[26]. Nas eleições de 2010, por exemplo, o TRE apreendeu três caminhões de propaganda irregular da família na cidade[27]. Na eleição seguinte, Jorge Picciani teve 11.330 votos para senador em Queimados, enquanto seus filhos, Leonardo (MDB - deputado federal) e Rafael (MDB - deputado estadual), também foram eleitos com o apoio local[28].

Seropédica - Família Dutra e Crise Judiciária
Seropédica enfrenta uma grave crise institucional. Em maio de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou os mandatos do prefeito Professor Lucas (PP) e da vice-prefeita Vandrea dos Santos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. O prefeito foi declarado inelegível por oito anos, até 2032[29].
Apesar da cassação, Professor Lucas recorre da decisão e segue no cargo. A primeira-dama, Isabel Ribeiro Dutra, é candidata a deputada federal. O prefeito também promove a candidatura de sua esposa[30].

Itaguaí - Oligarquia de Quatro Famílias
Itaguaí mantém uma tradição de revezamento entre quatro famílias desde os anos 1980[31]. Entre os sobrenomes que se repetem nos cargos executivos e em nomeações de parentes estão Busatto, Goulart, Jesus, Sagário e Cicarino, todos com histórico de controle de secretarias e cargos comissionados. Haroldinho Jesus (PDT), que assumiu como prefeito interino em janeiro de 2025, foi oficializado candidato à eleição suplementar marcada para 25 de outubro de 2026[32]. Ele ainda recebeu a Medalha Tiradentes da ALERJ[33].

Guapimirim - Família Rocha
Marina Rocha (Agir) foi reeleita prefeita de Guapimirim. Seu irmão, Júlio Rocha, lançou campanha em agosto de 2026 em evento organizado pela própria prefeita[34]. Em abril de 2026, Marina se tornou ré em ação de improbidade administrativa por fraude na Saúde, por meio da qual a Justiça bloqueou R$ 8,6 milhões da prefeita e de outros investigados[35].

Nova Iguaçu - Famíllia Bornier
Nova Iguaçu foi historicamente dominada pela família Bornier. O patriarca, Nelson Roberto Bornier, foi o único prefeito eleito por três vezes na história do município (1996, 2000 e 2012) e deputado federal por cinco mandatos. Seu filho, Felipe Bornier, seguiu a carreira do pai e foi deputado federal por três mandatos. O domínio da família Bornier chegou ao fim em 2016, quando Nelson Bornier foi derrotado por Rogério Lisboa, e com sua morte em 2021, vítima da Covid-19[36].
Atualmente, o poder está com Dudu Reina (reeleito em 2024) e o ex-prefeito Rogério Lisboa, ambos do PP. Em agosto de 2026, oficializaram apoio a Eduardo Paes ao governo estadual. Apesar da alternância, o padrão de concentração de poder em um grupo político familiar permanece[37].

Alinhamentos Políticos na Disputa para ser Governador(a) do RJ:
Apoio a Eduardo Paes (PSD):
Netinho Reis (Duque de Caxias - MDB)
Jamille Cozzolino (Magé - MDB)
Léo Vieira (São João de Meriti - Republicanos)
Dudu Reina (Nova Iguaçu - PP)
Rogério Lisboa (Nova Iguaçu - PP)
Glauco Kaizer (Queimados - União Brasil)
Fernanda Ontiveros (Japeri - PT)
Andrezinho Ceciliano (Paracambi - PT)
Haroldinho Jesus (Itaguaí - PDT)
Apoio a Douglas Ruas (PL):
Abraãozinho (Nilópolis - PL)
Marotto Miranda (Mesquita - PL)
Marina Rocha (Guapimirim - Agir)
Análise dos Padrões de Perpetuação do Poder
A pesquisa revela quatro estratégias principais de perpetuação dos clãs políticos na Baixada Fluminense. Por sucessão hereditária direta, como nos casos das famílias Ceciliano em Paracambi, Ontiveros em Japeri e Cozzolino em Magé; domínio de casal ou núcleo familiar, como nos casos de Waguinho/Daniela em Belford Roxo, ou a família Vieira em São João de Meriti, nos quais irmãos e filhos ocupam múltiplos cargos; a Influência de clãs sobre sucessores, como os Miranda em Mesquita, no qual o padrinho político indica herdeiro que adota o sobrenome, e Reis em Duque de Caxias, no qual o tio passa o poder para o sobrinho e irmãos ocupam legislativo; e ainda o entrelaçamento com outras estruturas de poder, como é o caso de Abraão David em Nilópolis, no qual o jogo do bicho e a escola de samba funcionam como suportes institucionais e Picciani em Queimados, onde a influência familiar um dia já veio de fora do município.
A concentração de poder político em grupos familiares na Baixada Fluminense apresenta duas características em quase todos os casos: a ocupação simultânea de mais de um nível de poder, executivo municipal, legislativo estadual e federal, com a nomeação de parentes em cargos comissionados; e estratégias de profissionalização e capital institucional, com as famílias adaptando-se ao sistema partidário e utilizando o aparato público para a perpetuação da parentela no poder.
O ano de 2026 tem sido marcado por crises judiciais (Seropédica, Guapimirim, Japeri, Nilópolis, Belford Roxo), rachas internos (Nilópolis) e movimentações eleitorais intensas para a disputa estadual, com a maioria dos clãs alinhada a Eduardo Paes (PSD) ou a Douglas Ruas (PL).
A literatura especializada sobre o tema do monopólio familiar de poder na Baixada Fluminense é escassa, mas os estudos existentes apontam para a centralidade das relações de parentesco e clientelismo na estrutura política da região. O cientista político e sociólogo Ricardo Costa de Oliveira, autor de Na teia do nepotismo: sociologia política das relações de parentesco, analisa o fenômeno das oligarquias familiares no Brasil, demonstrando como o nepotismo e a concentração de poder em grupos de parentesco são mecanismos centrais para a reprodução das elites políticas no país, especialmente em regiões periféricas e de formação política recente, como é o caso da Baixada Fluminense.[38].

Considerações Finais
A pergunta que fica ao final dessa extensa discussão é a mesma que meus pais faziam a si mesmos quando nos anos 1980 resolveram casar-se e morar em Duque de Caxias: que poder popular há no voto por si só? Em outras palavras:
A mobilização popular comunitária se resume pura e simplesmente no ato de votar?
Existe alguma forma de recuperar o interesse coletivo sem dinastizá-lo, tornando o interesse coletivo, inicialmente heterogêneo e desafiador, ao interesse de somente um grupo pequeno de pessoas da mesma família durante 15, 20, 40 anos? Caso não exista, estaremos sempre à mercê da boa vontade do mesmo grupo - juiz, acusador e advogado de si mesmo - para que atendam às nossas necessidades, que podem ser (e geralmente são) bem diferentes das necessidades deles.
Ocupar o espaço político não como parlamentar, mas enquanto população que reivindica seus direitos e procura o bem-estar comum para o território se faz essencial para que "o poder que emana do povo" passe a emanar das mãos calejadas de tanto trabalho do povo baixadense.
Refs de Cria:
[1] SILVA, Igor. Prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis, tem aprovação de 84% da população. O Dia, Rio de Janeiro, 5 jul. 2026. Disponível em: https://odia.ig.com.br/duque-de-caxias/2026/07/7273609-prefeito-de-duque-de-caxias-netinho-reis-tem-aprovacao-de-84-da-populacao.html. Acesso em: 9 set. 2026.
[2] AGÊNCIA O GLOBO. Netinho Reis lança pré-campanha ao lado de Eduardo Paes em Duque de Caxias. Extra, Rio de Janeiro, 1 ago. 2026. Disponível em: https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/08/netinho-reis-lanca-pre-campanha-ao-lado-de-eduardo-paes-em-duque-de-caxias.ghtml. Acesso em: 17 ago. 2026.
[3] O GLOBO. ‘BolsoPaes’: família Reis puxa dobradinha que une voto no ex-prefeito e em Flávio na Baixada Fluminense. O Globo, Rio de Janeiro, 25 ago. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/25/bolsopaes-familia-reis-puxa-dobradinha-que-une-voto-no-ex-prefeito-e-em-flavio-na-baixada.ghtml. Acesso em: 8 set. 2026.
[4] HUBPOLÍTICO. Renato Cozzolino. HubPolítico, 8 ago. 2026. Disponível em: https://hubpolitico.com.br/perfil/renatocozzolino. Acesso em: 20 ago. 2026.
[5] FOLHA DA BAIXADA. Jamille Cozzolino assume Prefeitura de Magé após renúncia de Renato Cozzolino. Folha da Baixada, 9 abr. 2026. Disponível em: https://folhadabaixada.com.br/noticia/jamille-cozzolino-assume-prefeitura-de-mage-apos-renuncia-de-renato-cozzolino/. Acesso em: 20 ago. 2026.
[6] VENTURA, Larissa. Prefeito de Magé nomeia 7 familiares em menos de uma semana. Diário do Rio, 6 jan. 2021. Disponível em: https://www.diariodorio.com/prefeito-de-mage-nomeia-sete-familiares-em-menos-de-uma-semana/. Acesso em: 21 ago. 2026.
[7] ALVES, Marroni. Prefeito de Nilópolis está sedado e intubado com Covid-19. Diário do Rio, 3 dez. 2020. Disponível em: https://www.diariodorio.com/prefeito-de-nilopolis-esta-sedado-e-intubado-com-covid-19/. Acesso em: 21 ago. 2026.
[8] G1. Eleições 2024: Abraãozinho, do PL, é eleito prefeito de Nilópolis no 1º turno. g1, Rio de Janeiro, 7 out. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/eleicoes/2024/noticia/2024/10/07/eleicoes-2024-abraaozinho-do-pl-e-eleito-prefeito-de-nilopolis-no-1o-turno.ghtml. Acesso em: 21 ago. 2026.
[9] ULTIMA HORA. Doutor Luizinho e João Drummond: bicheiro mais poderoso da Baixada exibe seus candidatos em faixa. Ultima Hora Online, 18 jan. 2026. Disponível em: https://www.ultimahoraonline.com.br/noticia/doutor-luizinho-e-joao-drummond-bicheiro-mais-poderoso-da-baixada-exibe-seus-candidatos-em-faixa. Acesso em: 21 ago. 2026.
[10] O GLOBO. Em Nilópolis, clã do bicheiro, patrono da Beija-Flor, entra rachado na eleição. O Globo, Rio de Janeiro, 30 ago. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/30/em-nilopolis-cla-do-bicheiro-patrono-da-beija-flor-entra-rachado-na-eleicao.ghtml. Acesso em: 3 set. 2026.
[11] AGÊNCIA O GLOBO. PF faz operação contra compra de votos em Nilópolis; deputado Ricardo Abrão é alvo. Extra, Rio de Janeiro, 3 set. 2026. Disponível em: https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/09/pf-faz-operacao-contra-compra-de-votos-em-nilopolis-deputado-ricardo-abrao-e-alvo.ghtml. Acesso em: 11 set. 2026.
[12] MARTINS, Bruna; COPLE, Júlia; YOUSSEF, Leila. Relação desgastada e divergência eleitoral: a briga por trás da operação contra clã da Beija-Flor. O Globo, Rio de Janeiro, 3 set. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/09/03/relacao-desgastada-e-divergencia-eleitoral-a-briga-por-tras-da-operacao-contra-cla-da-beija-flor.ghtml. Acesso em: 7 set. 2026.
[13] SALLES, Maicon. Jorge Miranda mantém atuação política e reforça diálogo institucional em Mesquita. Ultima Hora Online, 17 mar. 2026. Disponível em: https://www.ultimahoraonline.com.br/noticia/jorge-miranda-mantem-atuacao-politica-e-reforca-dialogo-institucional-em-mesquita. Acesso em: 24 ago. 2026.
[14] PIRES, Elizeu. “Miranda, fica esperto com Mesquita”, alertam por lá. Elizeu Pires, 20 ago. 2026. Disponível em: https://elizeupires.com/artigos/politica/111485-miranda-fica-esperto-com-mesquita-alertam-por-la/. Acesso em: 25 ago. 2026.
[15] PIRES, Elizeu. Belford Roxo está novamente em mãos femininas: vice-prefeita assume após renúncia de Canella, que vai concorrer ao Senado. Elizeu Pires, 6 abr. 2026. Disponível em: https://elizeupires.com/artigos/politica/85905-belford-roxo-esta-novamente-em-maos-femininas-vice-prefeita-assume-apos-renuncia-de-canella-que-vai-concorrer-ao-senado/. Acesso em: 26 ago. 2026.
[16] ASSAD, Paulo. MPE pede indeferimento de candidatura de Waguinho ao Senado. O Globo, Rio de Janeiro, 18 ago. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/18/mpe-pede-indeferimento-de-candidatura-de-waguinho-ao-senado.ghtml. Acesso em: 26 ago. 2026.
[17] SALOMÃO, Mateus. Prefeita critica Daniela do Waguinho após corte de emendas: “Picuinha”. Metrópoles, 11 maio 2026. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/prefeita-critica-daniela-do-waguinho-apos-corte-de-emendas-picuinha. Acesso em: 26 ago. 2026.
[18] REDAÇÃO AGENDA DO PODER. Aprovação de Léo Vieira chega a 80% e impulsiona candidaturas de Luciano Vieira e Léo Filho em São João de Meriti. Agenda do Poder, 8 set. 2026. Disponível em: https://agendadopoder.com.br/aprovacao-de-leo-vieira-chega-a-80-e-impulsiona-candidaturas-de-luciano-vieira-e-leo-filho-em-sao-joao-de-meriti/. Acesso em: 11 set. 2026.
[19] FREIRE, Quintino Gomes. Rito de impeachment avança em Japeri: Fernanda Ontiveros e Carlos Januário são intimados por edital. Diário do Rio, 18 jul. 2026. Disponível em: https://www.diariodorio.com/rito-de-impeachment-avanca-em-japeri-fernanda-ontiveros-e-carlos-januario-sao-intimados-por-edital/. Acesso em: 27 ago. 2026.
[20] G1. Polícia Civil cumpre mandados na Câmara de Vereadores de Japeri. g1, Rio de Janeiro, 21 ago. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/08/21/policia-civil-cumpre-mandados-na-camara-de-vereadores-de-japeri.ghtml. Acesso em: 28 ago. 2026.
[21] G1. Nova CPI em Japeri investiga contrato da Educação após comissão apontar desvio de R$ 143 milhões na Saúde. g1, Rio de Janeiro, 8 jul. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/07/08/nova-cpi-em-japeri-investiga-contrato-da-educacao-apos-comissao-apontar-desvio-de-r-143-milhoes-na-saude.ghtml. Acesso em: 28 ago. 2026.
[22] FREIRE, Quintino Gomes. Andrezinho Ceciliano vence a eleição e será o novo prefeito de Paracambi. Diário do Rio, 6 out. 2024. Disponível em: https://www.diariodorio.com/andrezinho-ceciliano-vence-a-eleicao-e-sera-o-novo-prefeito-de-paracambi/. Acesso em: 28 ago. 2026.
[23] RJ NO AR. André Ceciliano e Dr Luizinho fortalecem aliança para ampliar investimentos na Baixada Fluminense. RJ no Ar, 17 ago. 2026. Disponível em: https://rjnoar.com.br/andre-ceciliano-dr-luizinho-investimentos-baixada-fluminense/. Acesso em: 29 ago. 2026.
[24] FREIRE, Quintino Gomes. Eduardo Paes e Glauco Kaizer reúnem apoiadores em Queimados. Diário do Rio, 11 jun. 2026. Disponível em: https://www.diariodorio.com/eduardo-paes-e-glauco-kaizer-reunem-apoiadores-em-queimados/. Acesso em: 31 ago. 2026.
[25]PIRES, Elizeu. Família Picciani pode ter seu próprio candidato a governador. Elizeu Pires, 2 mar. 2018. Disponível em: https://elizeupires.com/artigos/politica/4321-familia-picciani-pode-ter-seu-proprio-candidato-a-governador/. Acesso em: 31 ago. 2026.
[26] CARVALHO, Felipe. Aliança ameaçada em Queimados. O Dia, Rio de Janeiro, 5 nov. 2014. Disponível em: https://odia.ig.com.br/odiabaixada/2014-11-05/alianca-ameacada-em-queimados.html. Acesso em: 31 ago. 2026.
[27] O GLOBO. TRE apreende três caminhões de propaganda da família Picciani. O Globo, Rio de Janeiro, 28 ago. 2010. Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/tre-apreende-tres-caminhoes-de-propaganda-da-familia-picciani-2959331. Acesso em: 1 set. 2026.
[28] REDE TV MAIS. Max Lemos, pré-candidato a prefeito de Queimados, era aliado de antigos políticos como Cabral, Pezão e Picciani. Rede TV Mais. Disponível em: https://redetvmais.tv/max-lemos-pre-candidato-a-prefeito-de-queimados-era-aliado-de-antigos-politicos-como-cabralpezao-e-picciani/. Acesso em: 1 set. 2026.
[29] G1. TRE-RJ cassa mandatos do prefeito e da vice de Seropédica por abuso de poder nas eleições de 2024. g1, Rio de Janeiro, 25 maio 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/25/tre-mandatos-prefeito-e-vice-de-seropedica.ghtml. Acesso em: 1 set. 2026.
[30] GAZETA DO POVO. Isabel Ribeiro: candidata a deputado federal pelo RJ. Gazeta do Povo, 4 set. 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/candidatos/rj/deputado-federal/isabel-ribeiro-pp-1144/. Acesso em: 6 set. 2026.
[31] SANTANA, J. S.; GUEDES, C. A. M.; VILLELA, L. E.. Desenvolvimento territorial sustentável e desafios postos por megaempreendimentos: o caso do município de Itaguaí - RJ. Cadernos EBAPE.BR, v. 9, n. 3, p. 846–867, set. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cebape/a/VcNkHcprzpddQCHzVhkMNBR/?lang=pt&goto=next#4 Acesso em: 3 set. 2026.
[32] O DIA. PDT oficializa Haroldinho Jesus como candidato a prefeito de Itaguaí. O Dia, Itaguaí, 20 ago. 2026. Disponível em: https://odia.ig.com.br/itaguai/2026/08/7293391-pdt-oficializa-haroldinho-jesus-como-candidato-a-prefeito-de-itaguai.html. Acesso em: 3 set. 2026.
[33] FREIRE, Quintino Gomes. Alerj aprova Medalha Tiradentes para Haroldinho, prefeito de Itaguaí. Diário do Rio, 21 maio 2026. Disponível em: https://www.diariodorio.com/alerj-aprova-medalha-tiradentes-para-haroldinho-prefeito-de-itaguai/. Acesso em: 3 set. 2026. [34] CAVALCANTI, Pablo. Milhares de pessoas acompanham lançamento da campanha de Júlio Rocha. O Dia, Rio de Janeiro, 29 ago. 2026. Disponível em: https://odia.ig.com.br/guapimirim/2026/08/7296554-milhares-acompanham-lancamento-da-campanha-de-julio-rocha.html. Acesso em: 3 set. 2026.
[35] DIÁRIO DO RIO. Justiça bloqueia R$ 8,6 milhões da prefeita de Guapimirim por suspeita de fraude em licitações. Diário do Rio, 15 abr. 2026. Disponível em: https://diariodorio.com/justica-bloqueia-r-86-milhoes-da-prefeita-de-guapimirim-por-suspeita-de-fraude-em-licitacoes/. Acesso em: 2 set. 2026.
[36] G1. Nelson Bornier, ex-prefeito de Nova Iguaçu, morre aos 71 anos. g1, Rio de Janeiro, 11 abr. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/04/11/nelson-bornier-ex-prefeito-de-nova-iguacu-morre-aos-71-anos.ghtml. Acesso em: 2 set. 2026.
[37] FREIRE, Quintino Gomes. Eduardo Paes percorre Nova Iguaçu ao lado de Rogério Lisboa e Dudu Reina. Diário do Rio, Rio de Janeiro, 6 set. 2026. Disponível em: https://www.diariodorio.com/politica/2026/09/06/eduardo-paes-percorre-nova-iguacu-ao-lado-de-rogerio-lisboa-e-dudu-reina.html. Acesso em: 9 set. 2026.
[38] OLIVEIRA, Ricardo Costa de. Na teia do nepotismo: sociologia política das relações de parentesco. Curitiba: Editora Appris, 2020.

![Território: o espaço geográfico transformado pela ação humana, atravessado por relações de poder, técnicas e vida social. Essa definição é de Milton Santos[1] para o que é território. Quando leio essa definição, me parece que pode ser muito raso o entendimento que um território como a BXD esteja sempre associado aos votos de candidatos contrários às políticas públicas que estruturam nosso ambiente.](https://static.wixstatic.com/media/9264e0_fee21d5ec0cb47c99e140e8ea83d6307~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_1329,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/9264e0_fee21d5ec0cb47c99e140e8ea83d6307~mv2.jpg)


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